Origem na respiração bucal
Os problemas de dentição nas crianças podem ter várias origens - pouca mastigação ou predominante em um lado, respiração bucal, herança genética,
e hábitos de chupar dedo ou chupeta e de apertar os lábios.
Grande parte da prevenção, segundo as especialistas Karina Bonalumi e Fabiana Sato, começa com a amamentação materna. Karina explica que, quando o bebê mama no peito, ele aprende a usar o nariz para respirar. ''O bebê precisa fazer uma verdadeira ginástica para sugar o leite, que vai levar ao desenvolvimento saudável da arcada. Com a mamadeira, ele não precisa fazer força'', ressalta Fabiana.
Outro ponto é a alimentação. Fabiana explica que é muito importante que quando a criança já tem a dentição completa, por volta dos dois a três anos de idade, passe a comer a mesma comida que o adulto, do tipo que estimula a mastigação. ''Mas, mesmo antes, na fase da papinha, os alimentos não devem ser totalmente processados, mas amassados''.
Em relação à mastigação, também é preciso ficar de olho no hábito de mastigar de um lado só. ''Isso pode levar à desarmonia facial, pois um lado é mais exercitado que outro'', alerta Fabiana.
Resfriados de repetição, fatores alérgicos, como rinite, e físicos, como adenóide aumentada, causam obstrução nasal e levam à respiração bucal. Este tipo de respiração faz com que língua e boca fiquem em posição incorreta, levando ao desequilíbrio da arcada.
Não é raro a necessidade de um tratamento multidisciplinar, com fisioterapeuta, fonoaudiólogo e otorrinolaringologista. ''Quando a criança respira pela boca, a tendência é compensar isso levando ombros e abdome para frente. E, aí, quando se faz a correção, a fisioterapia vai ajudar a voltar o equilíbrio entre corpo e cabeça'', ressalta Karina. (C.P.)





