Órgão tenta reduzir impacto do tráfego de veículos na Graciosa
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quarta-feira, 17 de janeiro de 2001
Valmir Denardin De Curitiba 
A coordenadora de Patrimônio Cultural da Secretaria de Cultura do Paraná, Maria Luiza Marques Dias, anunciou ontem que o órgão tentará amenizar o impacto do aumento espantoso do tráfego de veículos na histórica Estrada da Graciosa, a mais antiga via em funcionamento no Estado. Desde 1985, a Serra do Mar, cortada pela estrada, está tombada como Patrimônio Natural do Estado pela secretaria.
Conforme a Folha revelou no último dia 7, parte significativa do acréscimo no movimento é resultado da utilização da Graciosa como alternativa ao pedágio da BR-277. As duas vias são as únicas ligações rodoviárias entre o litoral e o restante do Estado. O tráfego na Graciosa explodiu a partir do início de dezembro, quando o pedágio na 277 subiu para R$ 5,20.
Maria Luiza disse que vai pedir ajuda ao Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER), ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e à Polícia Florestal para intensificar o controle sobre o limite de velocidade (60 quilômetros por hora nos trechos retos e 40 quilômetros/h nas curvas), e conscientizar os usuários para não jogar lixo e retirar plantas ao longo da via. Ao percorrer a estrada, a reportagem da Folha constatou, além do aumento de veículos, o desrespeito aos limites de velocidade e o acúmulo de lixo.
Na opinião da coordenadora, a Graciosa que teve seu calçamento, com paralelepípedos, concluído em 1873 recebe hoje um fluxo de veículos excessivo para uma estrada tão frágil. O traçado e o calçamento a tornam uma via ideal para um tráfego lento, de contemplação, e não para o tráfego intenso e rápido. Segundo a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), que possui um posto na estrada, apenas no dia 1º de janeiro 5.369 veículos subiram a Graciosa, no sentido LitoralCuritiba. Esse movimento representa 18% do total de veículos que utilizaram a 277 no mesmo sentido, no mesmo dia.
O diretor-geral do DER, Paulinho Dalmaz, considerou normal o aumento no fluxo e atribuiu isso ao crescimento do turismo no litoral no verão. Segundo ele, com base em levantamento feito ontem por técnicos do órgão e consulta à concessionária que opera o pedágio na 277, que não teria acusado queda drástica no movimento da praça de cobrança, ainda não é necessário qualquer controle do tráfego na Graciosa.
No início da tarde de ontem, Dalmaz considerou equivocado o número de veículos apurado pela PRE e divulgado pela reportagem. Depois, ao ser informado que a PRE havia confirmado esse número, o diretor mandou sua assessoria dizer que considerava o movimento do dia 1º final de um feriado prolongado e de sol no litoral , um caso excepcional.


