Curitiba - O juiz Pedro Luis Sanson Corat, da Vara de Inquéritos Policiais de Curitiba, expediu liminar na quarta-feira proibindo a Marcha da Maconha, que seria realizada na capital paranaense na tarde do próximo domingo. A decisão atendeu requerimento do deputado federal Fernando Francischini (PSDB).
O parlamentar apontou que este é o terceiro ano seguido em que a Justiça proíbe a Marcha da Maconha em Curitiba. ''Questionamos esse movimento porque ele faz apologia ao uso da droga e o site que está divulgando está permitindo acesso indiscriminado de crianças e adolescentes'', disse Francischini.
O deputado apontou que também protocolou requerimentos na Procuradoria Geral da República para que as demais marchas marcadas para outras cidades sejam canceladas e para que o site do movimento seja tirado da internet.
O publicitário e empresário Shardie Casagrande, um dos organizadores da Marcha da Maconha em Curitiba, afirmou que o movimento não tem o objetivo de fazer apologia do uso da droga, mas sim debater a legalização. Hoje, o movimento deve apresentar recurso para tentar derrubar a liminar. ''Se não conseguirmos, a Marcha da Maconha não vai acontecer. Vamos acatar a liminar, mas no mesmo dia vamos fazer uma manifestação pela liberdade de expressão'', disse o organizador.
O movimento Marcha da Maconha marcou manifestações em 17 cidades para os meses de maio e junho. No domingo, a marcha seria realizada em Curitiba, Jundiaí (SP), Porto Alegre e Recife.

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