Curitiba - O promotor de eventos Athayde de Oliveira Neto, em entrevista para a Rádio CBN e para a Rede Paranaense de Comunicação (RPC) ontem pela manhã, culpou os órgãos públicos pela tragédia ocorrida no show ''Unidos pela Paz'', que acabou com a morte de três adolescentes, além de dezenas de feridos. Ele afirmou que as autoridades tinham conhecimento do evento e poderiam ter embargado sua realização, caso entendessem que era irregular.
Ainda na entrevista ele alegou desconhecer a necessidade de pagamento de uma taxa de R$ 700 para que a Polícia Militar fizesse a segurança externa do evento. Segundo o advogado Júlio Militão, Athayde teria considerado um absurdo o valor da taxa para que a PM enviasse 12 policiais para controlar o trânsito e eventuais ocorrências. Quando ocorreu o tumulto na entrada do show, foram eviados para o local 100 policiais e 18 viaturas.
Para a CBN, Athayde declarou que irá desistir da promoção de eventos. Disse que é uma das pessoas que mais fez shows em Curitiba e sempre teve preocupação com segurança. Para o evento ''Unidos pela Paz'', ele garante que contratou 300 seguranças para controlar o público dentro do Jockey Club do Paraná.
Athayde afirmou, ainda, que tomou as providências exigidas pelo Corpo de Bombeiros em relação à segurança do local, mas não obteve retorno da vistoria pelo órgão.

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