Presidente da Ação para Tributação das Transações Financeiras em Apoio aos Cidadão (ATTAC) afirma que Davos é Anti-Porto Alegre
O presidente da Ação para Tributação das Transações Financeiras em Apoio aos Cidadão (ATTAC), Bernard Cassen afirmou ontem tarde, durante a entrevista coletiva de apresentação do Fórum Social Mundial (FSM), na capital gaúcha, que o Fórum Econômico Mundial Davos, na Suíça é que é contra Porto Alegre, onde estão as sociedades do mundo.
A afirmação foi um trocadilho com a natureza do FSM, que tem sido caracterizado como anti-Davos. Na avaliação de Cassen, um dos organizadores do encontro, que começa hoje e se estende até o dia 30, um evento adversário a Davos não poderia ser organizado na Europa.
‘‘Precisaria haver uma ruptura, inclusive geográfica’’ argumentou para justificar a escolha de Porto Alegre, como sede da primeira edição. Ele disse ainda que a realização do FSM no Brasil é uma homenagem as forças brasileiras que combatem o neoliberalismo e particularmente a Porto Alegre.
O Fórum Mundial Social será aberto hoje às 15 horas na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Depois da abertura simbólica os participantes farão ato público no centro da cidade, a partir das 17 horas.
Para a representante da ONG Justiça Global, Maria Luiza Mendonça, o FSM será uma oportunidade de dar visibilidade para propostas das organizações sociais, já que em Seattle, nos Estados Unidos foram apresentados projetos, mas a imprensa internacional priorizou a violência policial e eles acabaram tendo pouca repercussão.
A programação e os objetivos do fórum foram apresentados por 10 de seus organizadores, durante entrevista realizada na PUC, local dos principais painéis do fórum. Eles informaram que há 122 países representados no Fórum de Porto Alegre. São esperados cerca de 10 mil participantes durante os seis dias do encontro.

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