Organizações religiosas informam sobre assassinatos de padres
Cidade do Vaticano, 09 (AE-AP) - O mundo está enfrentando um novo genocídio no Timor Leste e a Igreja Católica não está sendo poupada, informou nesta quinta-feira (09) o Ministério de Relações Exteriores do Vaticano.
"O que estamos vendo esses dias no Timor Leste é a violação dos direitos humanos mais básicos", declarou o arcebispo Jean-Louis Tauran em entrevista à tevê do Vaticano.
"Ninguém tem o direito de ser indiferente", disse Tauran, notando que o Vaticano deu os "passos diplomáticos" para tentar reunir uma força de manutenção de paz para o Timor Leste.
"Estamos enfrentando um novo genocídio. Um genocídio que não está poupando a Igreja Católica", de acordo com Tauran.
A imprensa do Vaticano informou nesta quinta-feira que as milícias antiindependência do Timor Leste estão usando a Igreja Católica como alvo, assassinando padres e freiras.
A agência de notícias Fides, da divisão missionária do Vaticano, citou fontes da igreja local para informar que três padres foram mortos quando uma granada foi lançada contra uma paróquia na cidade de Suai, na segunda-feira.
O ataque causou a morte de 100 pessoas, segundo a Fides. Um dos três padres mortos, o reverendo Hilario Madeira, tinha fama de independentista entre as milícias pró-Indonésia, informou a Fides.
As milícias pró-Jacarta mataram a deportaram militantes favoráveis à independência, opção escolhida pelos eleitores no referendo do mês passado, patrocinado pela Organização das Nações Unidas (ONU).
A Fides acrescentou que, segundo testemunhas oculares, 15 padres foram assassinados nas cidades de Dili e Baucau, onde também ocorreram os assassinatos de um número não especificado de freiras.





