Organização quer inclusão de favela em roteiro do papa
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quinta-feira, 21 de março de 2013
Luciana Nunes Leal<br>Agência Estado 
Rio - Visitas a uma favela, ao Cristo Redentor e à nova ala de um hospital reservada para dependentes químicos fazem parte da proposta dos organizadores da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) para a programação do papa Francisco no Rio de Janeiro. Por causa das limitações impostas pela saúde frágil, Bento 16, de 85 anos, teria quatro compromissos públicos e dois fechados. Aos 76 anos e bem disposto, o papa Francisco vai ampliar a agenda, mas ainda não bateu o martelo sobre nenhum programa além do que já estava definido para seu antecessor. O evento acontece entre os dias 23 e 28 de julho. O papa deve chegar no dia 22.
Entre as opções de comunidades que poderão ser visitadas pelo novo papa, está o Vidigal, na zona sul, que recebeu João Paulo 2º em 1980 ou uma das favelas dos Complexos da Penha ou do Alemão, o que permitiria também uma visita ao Santuário de Nossa Senhora da Penha, na zona norte.
"Pelo histórico do papa de viver em contato com a miséria humana, de buscar os pobres em seu ambiente, cremos que ele mesmo vai pedir, mas já estamos cogitando de ele visitar uma comunidade, pacificada ou não. Estamos estudando porque supõe uma mudança na segurança. O papa é um chefe de Estado e temos que trabalhar em conjunto com o governo do Brasil", disse ontem d. Antonio Augusto Dias Duarte, bispo auxiliar do Rio de Janeiro e vice-presidente do Comitê Organizador Local (COL) da Jornada.
Outra atividade do pontífice deverá ser a visita ao hospital da Venerável Ordem Terceira de São Francisco, na Tijuca, onde em maio ou junho começará a funcionar a ala dedicada aos dependentes de crack, com vinte leitos. "Um dos legados da Jornada Mundial da Juventude é deixar um local de atendimento e formação de pessoas capazes de tratar o problema do crack. Vamos propor ao papa uma ida a este local", afirmou d. Antonio.


