Organização é criada para combater câncer de próstata
Acaba de ser fundada em Brasília uma organização não-governamental (ONG) inédita no Brasil. É a Associação Brasileira de Prevenção e Combate ao Câncer de Próstata (ABCCP). Criada pelo médico Ernesto Silva, a ONG tem a meta de combater o terceiro tipo de câncer que mais mata os homens no país. Só no ano passado, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), foram registrados 14.500 casos de câncer de próstata com um total de cinco mil óbitos, que poderiam ser evitados. Para o médico, a prevenção é a palavra-chave no trabalho da ABCCP.
Silva orienta que o homem deve, a partir dos 40 anos, procurar um urologista para fazer exames gerais, e principalmente da próstata. Além da prevenção, a ONG quer levar a conscientização para as camadas mais populares do Distrito Federal, como as cidades satélites. Além da conscientização, o preconceito do homem em relação ao exame de toque retal é uma outra barreira que precisa ser superada. Com o apoio de técnicos, programas-piloto serão criados com um banco de dados dos moradores baseados em exames de sangue e de PSA (dosagem de substâncias produzidas pela próstata), que são testes complementares para a detecção do câncer de próstata.
Como o objetivo é chegar à população carente, o médico diz que a intenção é baratear os custos do exame, que variam de R$ 75,00 a R$ 120,00. Para o secretário-executivo da ONG, Humberto Gianini, além da criação de uma página na Internet, serão promovidos debates para a população. Ele acha fundamental a parceria com empresas interessadas em investir em saúde. O fundador da ONG, Ernesto Silva, prevê que, a partir da realização dos exames, haverá maior demanda de tratamento e cirurgia nos hospitais públicos.
O médico cita fatores de risco que podem levar ao câncer de próstata: antecedentes familiares triplicam o risco e determinam propensão genética para a doença; exposição a substâncias químicas usadas pela indústria de fertilizantes como chumbo, cromo, cádio e borracha; dietas ricas em gordura animal e uso de esteróides anabolizantes que afetam os hormônios e contribuem para o surgimento do câncer.
Quanto à possiblidade de cura, ela existe quando o tumor está restrito à glândula. Daí a importância da prevenção, alerta Ernesto Silva.





