Organização dos Hackers Brasileiros é grupo mais atuante
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2000
Por Edson Luiz 
Brasília, 16 (AE) - Entre janeiro e o dia 15 de fevereiro o grupo intitulado Organização dos Hackers Brasileiros (OHB) foi o que mais invadiu sites na Internet, tanto no País quanto em outros locais do mundo. Eles só se igualam aos "Crimes Boys", outra organização - ou mesmo uma única pessoa - que é especialista em protestos contra o governo.
Nos últimos dias, não se tem notado ameaças a pessoas ou instituições, como vinha sendo feito no ano passado, conforme comprovou a Polícia Federal. Os hackers limitam-se a fazer protestos e até mesmo lamentar, por pixações, a morte de um colega.
Muitos piratas internautas usam várias siglas para dificultar a localização e identificação. Outros mantém a mesma, como forma de desafio, já que na legislação brasileira ainda não há punição para este tipo de crime, que só recebe punição quando causa prejuízos graves a uma pessoa ou instituição.
No Brasil atuam, além da OHB e o "Crimes Boys", o "Cyber Fuckers", "KabaraLzZ" e o "BlackcOde" e o "Death Knights". Diariamente surgem novas siglas, mas poucas são ligadas às organizações. Não existe, pelas pesquisas feitas nas página invadidas, nenhum critério estabelecido de invasão. Na página do Ministério dos Transportes, por exemplo, os hackers colocaram poemas do compositor Renato Russo.
Na invasão feita ao site do Hospital Adventista de São Paulo, avisaram que trata-se apenas de uma "operação arrastão"
o mesmo recado dado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, ligado à Universidade de São Paulo (USP). O primeiro ataque foi feito pelo grupo "Killer", e o segundo pelo "BlacKcODe", mostrando que pode haver uma comunicação frequente entre as facções.
Apesar do nome, os "Death Knights" gosta mais de invadir as páginas para colocar poesias e abrir espaço para que seus integrantes façam declarações de amor. O grupo chegou a acessar sites internacionais só com esta finalidade e sem nenhuma intenção de protesto ou dano. Outros menos expressivos, como "Os pagodeiros", nada escrevem nas páginas invadidas, o que leva especialistas a crer que se trata de um hacker solitário ou até mesmo inexperiente.


