Sentado, com a coluna ereta e relaxada, inspire sentindo o abdome se encher de ar. Expire e esvazie a cavidade abdominal. Faça essa respiração por alguns minutos. Continue respirando, e passe a focar a atenção no centro da mente, imaginando que na cabeça há um local onde você pode se recolher, centrado em si mesmo. A receita da meditação tibetana Dzog Chen parece simples para melhorar o estresse, promover o relaxamento e fortalecer o sistema imunológico. E, de certa maneira, é mesmo. Mas o objetivo do método é ainda maior: se reconectar com a consciência cósmica, base da medicina quântica.

Quem explica é o médico homeopata Francisco Vianna, de Campinas, no interior de São Paulo. Ele esteve em Londrina, há duas semanas, ministrando palestra sobre essas formas de tratamento, que considera como medicina complementar. Segundo o médico, só em um dos sistemas de busca mais comuns da internet, o google, são mais de 5,6 mil verbetes sobre medicina quântica. Mas, poucas pessoas sabem o que é ou como funciona na realidade.

Para entender a medicina quântica, ressalta Vianna, é preciso considerar que o universo é composto em 99,9% de energia, e ''só um bilionésimo é matéria''. Dito isto, o que difere uma coisa da outra do que vemos neste mundo é a informação. Ele cita como exemplo um telefone e um copo plástico: é a informação, traduzida em forma e finalidade, que distingue os dois. ''A matéria nada mais é que energia e informação. Então, se você muda a informação, muda a matéria'', afirma.

O que um tratamento com medicina quântica faz, segundo ele, é atuar justamente nessa informação, verificando onde há um distúrbio no organismo e corrigindo-o. ''A doença é um distúrbio no fluxo da informação, que precisa ser corrigido'', ressalta. Isso é feito através de aparelhos que emitem ondas eletromagnéticas que, ao mesmo tempo que detectam o distúrbio, emitem novas informações. ''E, a partir disso, quem cura é o próprio corpo'', diz. Ele explica que a reorganização dessas informações também pode vir através de uma boa nutrição e do equilíbrio da parte psicológica e da parte endocrinológica.

''Quando a gente perde a conexão com a consciência cósmica, as leis que regem o universo, diminui a quantidade e a qualidade de informação'', afirma. Quando isso acontece, os sintomas emocionais são os primeiros a aparecer - sensações como de o tempo passando muito rápido ou de que ninguém gosta de nós. Depois, vem as dores e as doenças físicas.

Para um organismo em equilíbrio, as informações vitais, aponta o médico, são provenientes principalmente do sol, do contato com a natureza e da respiração. E é nesta parte que entra a meditação tibetana. ''A meditação melhora até a apreensão do mundo externo, possibilita que fique mais fácil saber o que é factível e o que não é'', diz.

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