Organismo absorve o açúcar rapidamente
Quando o açúcar entra no organismo é absorvido de forma extremamente rápida como glicose, fonte de energia. O corpo secreta então a insulina, para captar essa glicose. O excesso é armazenado no corpo na forma de gordura, gerando a obesidade.
Se o excesso de açúcar for constante e a pessoa ficar obesa, o pâncreas terá que secretar quantidades cada vez maiores de insulina. As células de gordura, explica a nutricionista Anne Rumiato, são um obstáculo para a ação da insulina, e é preciso quantidades maiores da substância para captar a glicose.
Todo esse processo desgasta o pâncreas, pode levar o organismo a uma resistência a insulina, e favorecer o aparecimento da diabetes. ''É um processo lento, mas que pode chegar à doença'', ressalta a nutricionista, lembrando que não só o alto consumo de açúcar, mas o de alimentos extremamente calóricos pode desenvolver o processo.
Para que o organismo não tenha picos de glicose, e consequentemente de insulina, a nutricionista recomenda a ingestão de alimentos com baixo valor glicêmico. Isso significa que o açúcar contido nesses alimentos, caso dos cereais integrais, por exemplo, é absorvido lentamente. Isto porque têm maior teor de fibras e digestão mais lenta. Ao contrário, açúcar refinado, pão e arroz brancos têm valor glicêmico alto, porque são digeridos muito rápido.
A ingestão de açúcar, principalmente do chocolate, também ajuda na liberação da serotonina, o hormônio do prazer. Quando as mulheres estão no período pré-menstrual sentem mais necessidade de doce, porque esse hormônio está em baixa. Nesse período, aconselha a nutricionista, é até melhor se permitir comer um ou outro doce, para não acabar ''assaltando a geladeira''. Mas ela lembra que a serotonina também é liberada durante a prática de exercícios físicos, opção ''muito mais saudável''.
Outra recomendação é que as pessoas acompanhem sempre, assim como a pressão arterial, colesterol e triglicérides, a própria taxa de açúcar no sangue (glicemia). Isso é feito através de um exame simples de sangue. Os valores não devem ultrapassar, segundo a Federação Internacional de Diabetes, mais que 110 mg/dl em jejum.(C.P.)





