O clima de tensão e medo na fronteira do Acre com o Peru fez com que o ministro da Justiça, José Gregori, determinasse uma operação de emergência na área indígena campa, no Rio Amônia, invadida por 300 madeireiros peruanos. ‘‘Vamos reagir à bala para defender as terras’’, afirmou o índio Francisco Pinhanta, um dos líderes da área, onde vivem cerca de 350 indígenas ashanincas. Os índios, que são ramanescentes dos incas peruanos, estão armados de arcos, flechas e armas de fogo para enfrentar os madeireiros, disse Pinhanta. A operação será deflagrada pela Polícia Federal com apoio da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O Exército também poderá ser acionado para expulsar os madeireiros. O superientendente da PF no Acre, Ney Ferreira, afirmou que o início da ação policial só depende da liberação de um helicóptero e recursos para o deslocamento dos agentes. ‘‘Vai haver um banho de sangue se os peruanos não saírem da nossa reserva’’, alertou Pinhanta, que pediu ontem a intervenção do Exército no conflito. Ele contou que no sábado um grupo de índios tentará expulsar os peruanos por conta própria. A reserva dos ashanincas do Rio Amônia, em Marechal Thaumaturgo (AC), foi invadida há uma semana por tralhadores peruanos que estão retirando madeiras nobres (cedro e mogno) das terras indígenas.

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