Ordenação de mulheres agita reunião de bispos
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sexta-feira, 13 de julho de 2001
Agência EstadoDe Indaiatuba, SP 
Uma questão levantada pelo bispo de Duque de Caxias (RJ), Dom Mauro Morelli, ao pedir a opinião de monsenhor Bruno Forte, membro da Comissão Teológica Internacional, do Vaticano, sobre a ordenação sacerdotal de mulheres e de homens casados, agitou ontem pela manhã o plenário da Assembléia-Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Itaici, a 120 quilômetros de São Paulo.
As leis eclesiásticas estão me impedindo de providenciar a eucaristia para o povo, desabafou Dom Mauro, depois de esclarecer que, como fez em 1992 na conferência do episcopado latino-americano em Santo Domingo, República Dominicana, não defende a ordenação de mulheres pelo fato de serem mulheres nem a de homens casados porque eles são casados.
Recorrendo a um argumento teológico para interpelar o teólogo italiano, Dom Mauro disse que tanto mulheres como homens casados deveriam ser admitidos ao sacerdócio pelo fato de poderem ser pessoas eminentes na fé e excelentes na caridade, portanto cristãos capacitados para a distribuição da eucaristia, sacramento pelo qual se realiza a plenitude da Igreja. Metade do auditório, com mais de 200 bispos, padres e freiras, aplaudiu.
Acho que dentro de uns 15 a 20 anos a Igreja adotará essa prática, disse o bispo bispo de Jundiaí (SP), Dom Amaury Castanho.


