Ordem de despejo preocupa sem-terra em Matão
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terça-feira, 01 de fevereiro de 2000
Por José ¶ngelo Santilli, especial para a AE 
Araraquara, SP, 01 (AE) - É de apreensão o clima no Acampamento dom Helder Câmara, localizado na Fazenda Chimbó, em Matão, interior de São Paulo. Na quinta-feira (03), vence o prazo dado pela Justiça para a retirada das famílias que ocupam a área. Embora a prefeitura de Matão tenha expedido decreto de utilidade pública para a área, a liminar que determina a reintegração de posse não foi suspensa. Na quinta-feira, o comandante interino do 13º Batalhão da Polícia Militar de Araraquara, major Domingos Galeazzi, participa de uma reunião para tratar do despejo dos sem-terra. "Teremos que alocar um grande volume de recursos humanos e materiais, serão necessários entre 800 a mil homens, ônibus e caminhões", disse o major. "Queremos evitar qualquer tipo de conflito. Vamos empregar o pessoal do policiamento normal masculino e feminino. A tropa de choque estará por perto, caso haja necessidade de intervenção", explicou.
Na sexta-feira passada, o senador Eduardo Suplicy (PT) e o advogado do MST, Luis Eduardo Greenhalg, estiveram no acampamento. O advogado teria uma reunião no Tribunal de Justiça
no ínicio da semana, para apresentar o decreto da prefeitura de Matão que desapropria a área e pedir a supensão da liminar de reintegração. Suplicy está agendando uma reunião dos líderes do MST com o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) para acelerar a desapropriação da área ocupada pelos sem-terra na Fazenda Chimbó. "Esperamos que a liminar seja suspensa antes da ação de despejo", disse Keli Mafort, da direção do MST.


