Orçamento popular tem propostas definidas
Marcos Zanatta
De Maringá
As propostas apresentadas por moradores em duas semanas de assembléias do Orçamento Popular de Maringá já foram inseridas no projeto de lei do orçamento municipal, entregue à Câmara de vereadores. As obras incorporadas a partir da opinião popular representam 12% do total do orçamento para o ano 2000, fixado em R$ 159 milhões. Deste total, R$ 25,1 milhões foram definidos pela comunidade. O percentual ficou bem acima do previsto inicialmente pelos técnicos, em torno de 5%, mas ainda faltam ajustes na aplicação em obras definidas como prioritárias pelos moradores.
O coordenador do Orçamento Popular, Carlos Alberto de Souza, calcula que cerca de R$ 19 milhões serão utilizados para atender as prioridades apontadas pelos dirigentes dos nove núcleos em que a cidade foi dividida. O valor representa 79% do total destinado. Os outros 21% serão utilizados para continuação de obras. O investimento em obras que sejam da vontade da população será cumprido, diz Souza. Porém, para executar o orçamento serão realizadas novas rodadas de negociações para ajustar os valores às prioridades.
Souza explica que mesmo depois que foi ampliada a participação popular, as prioridades excederam o limite. Essa etapa, segundo Souza, será mais um desafio para a comunidade. A tarefa será desenvolvida pelos conselheiros e delegados, que vão avaliar junto aos moradores o que deve ser mantido como prioritário. O orçamento está sendo analisado pelas comissões da Câmara e deve receber poucas emendas por causa da participação popular. Se não houverem emendas, serão apenas duas sessões para aprovar.





