Washington, 07 (AE-DOW JONES) - O presidente dos EUA, Bill Clinton, enviou ao Congresso do país a última proposta orçamentária de seu governo, que projeta gastos de US$ 1,835 tilhão no ano fiscal de 2001 e receitas de US$ 2,019 trilhões, prevendo um superávit de US$ 184 bilhões para o período. Os gastos públicos previstos para o ano fiscal de 2001 correspondem a um crescimento de 2,5% em relação ao total desembolsado no período anterior, quando o governo gastou US$ 1,790 trilhão. No ano fiscal de 2000, as receitas somaram US$ 1,956 trilhão, gerando um superávit de US$ 167 bilhões.
O oitavo e último orçamento do governo Clinton representa, segundo os analistas, o início de uma longa batalha dos Democratas com os Republicanos para definir quais serão as prioridades da nação em uma era marcada por amplos superávits. A discussão não deverá ser mais leve do que a travada nas décadas com déficit público. Durante o período do ano fiscal de 2001 até 2010, a Casa Branca estima que o governo federal deverá ter um superávit orçamentário acumulativo de US$ 2,519 trilhões.
Considerando esses números, o presidente propôs a utilização de US$ 2,468 trilhões desse total para o pagamento da dívida pública nacional. "Essa proposta responde às necessidades vigentes do dia de hoje e constrói a América do futuro com a eliminação total das dívidas da nação até 2013", destaca Clinton em sua proposta orçamentária. Clinton pretende utilizar a economia gerada com o fim do pagamento dos juros da dívida em projetos para a seguridade social e em programas para melhorar a saúde dos norte-americanos, oferecendo seguro médico para pelo menos 5 milhões das 44 milhões de pessoas que não possuem esse benefício.
Paralelamente, o presidente destinou US$ 35 bilhões para um programa voltado ao pagamento de gastos dos ido sos com medicamentos. Virtualmente, grande parte do superávit orçamentário previsto para os próximos dez anos deverá vir do programa de seguridade social, de acordo com os dados da Casa Branca. Excluindo o superávit projetado para o setor de Seguridade Social, o governo Clinton prevê que um superávit acumulativo de apenas US$ 16 bilhões para os próximos dez anos.

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