Brasília, 31 (AE) - O projeto de Orçamento da União para 2000 apresentado hoje ao Congresso estima receitas em R$ 229,2 bilhões e um total de despesas em R$ 200,7 bilhões, gerando um superávit primário de R$ 28,4 bilhões, correspondente a 2,65% do Produto Interno Bruto (PIB), a meta acertada com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
O projeto prevê um crescimento econômico de 4% em 2000, inflação média de 6% e uma evolução nominal do PIB de 10,3%, em relação a este ano. O governo estima na proposta orçamentária um PIB em 2000 de R$ 1,074 trilhão.
Segundo a proposta orçamentária, sem considerar o déficit do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e com os servidores inativos, o superávit primário seria de R$ 55,2 bilhões. O déficit previdenciário para 2000 está previsto em R$ 26,8 bilhões.
O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), comentou hoje as medidas de caráter tributário anunciadas hoje pelo governo, como a prorrogação da vigência do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), do aumento de 2,5 pontos porcentuais sobre o Imposto de Renda de Pessoas Físicas (IRPF) que recebem mais de R$ 1,8 mil e do adicional de 4 pontos porcentuais na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
O deputado observou que a aprovação de propostas de aumento ou prorrogação de impostos é "sempre uma luta" no Congresso e alertou que o governo terá de apresentar ainda as explicações e justificativas para essas medidas.
Mas o presidente da Câmara reconheceu que as explicações apresentadas hoje pelo governo "já são, pelo menos, um bom começo".

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