São Paulo, 20 (AE) - O ex-ministro Mailson da Nóbrega, no Seminário Perpectiva da Economia Brasileira, organizado pela consultoria Tendências, afirmou que o governo terá dificuldades para ampliar o superávit fiscal de 3% do PIB este ano para 3,25% do PIB no próximo ano, de acordo com metas estabelecidas junto ao FMI. Ele afirmou que, este ano, esse objetivo poderá ser facilitado pela queda no PIB e pelas receitas extraordinárias de concessões, de serviços públicos e contribuintes em atraso. Mas, no próximo ano, haverá necessidade de um corte pela metade no orçamento e nos gastos manejáveis.
Segundo ele, os principais problemas fiscais a resolver são o defícit da Previdência; os gastos excessivos de pessoal nos estados e municípios; vinculação excessiva dos recursos de orçamento; e contas em aberto no orçamento (aposentadorias e seguro desemprego que crescem independente da ação do governo e ausências de metas e mecanismos para garantir responsabilidade fiscal). Ele ponderou, no entanto, que a lei de responsabilidade fiscal, se aprovada, revolucionará a gestão do setor público.

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