Porto Alegre, 30 (AE) - A OPP Petroquímica começa a operar em definitivo na próxima sexta-feira (2) a sua nova unidade de produção de polietileno no Pólo Petroquímico de Triunfo (RS) . A planta, com capacidade para produzir 260 mil toneladas por ano, exigiu investimentos de US$ 300 milhões e faz parte do processo de expansão do pólo gaúcho, avaliado em US$ 1 5 bilhão no total e que inclui ainda ampliações da Copesul, a central de matérias-primas, e da Ipiranga Petroquímica (IPQ).
Segundo o superintendente regional da OPP, Roberto Bischoff, a nova unidade é do tipo "swing", que pode produzir tanto polietileno de baixa densidade linear quanto polietileno de alta densidade. Atualmente a empresa já produz, por ano, 210 mil toneladas de polietileno de baixa densidade, 550 mil toneladas de polipropileno e 25 mil toneladas de especialidades em Triunfo.
A nova planta no pólo gaúcho vai elevar ainda a produção total de polietileno da OPP no Brasil para 900 mil toneladas por. Além da operação no Rio Grande do Sul, a empresa do grupo Odebrecht produz 200 mil toneladas da resina no pólo de Camaçari (BA) e 130 mil toneladas em Capuava (SP).
Bischoff explicou que a nova unidade já foi posta em funcionamento durante um período experimental de oito dias, a partir de 16 deste mês, utilizando matéria-prima (buteno) trazida de outras regiões. De acordo com ele, o desempenho da produção foi "excelente".
A partir de sexta-feira a OPP vai receber o buteno da Copesul, que passará a elaborar esta matéria-prima como parte do seu próprio processo de expansão, concluído esta semana. A OPP, junto com a Ipiranga, detém o controle da Copesul.
Segundo o superintendente regional, os mercados das regiões sul e sudeste do País ficarão com 80% da produção da nova unidade. O restante será exportado, a maior parte para outros continentes, como a Europa, e também para o Mercosul. A implantação da nova unidade demandou dois anos de trabalho e os US$ 300 milhões investidos dividem-se entre recursos próprios, financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e linhas internacionais.

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