Oposição vence eleição no Sindimoc
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sexta-feira, 01 de outubro de 2010
Fábio Galão<BR> Equipe da Folha 
Curitiba - A chapa de oposição venceu a eleição do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região (Sindimoc), cujo resultado foi divulgado na noite de anteontem. A posse da nova diretoria, encabeçada por Anderson Teixeira, está marcada para 11 de novembro. O mandato é de quatro anos. A chapa vencedora teve 69% dos votos válidos.
A eleição está sendo contestada pela chapa de situação, liderada pelo atual tesoureiro do sindicato, Valdecir Bolette, e pelo vereador Denílson Pires (DEM), atual presidente da entidade. Antes do pleito, eles já haviam contestado judicialmente a chapa de oposição, alegando 30 irregularidades no registro, entre elas, o fato de que a empresa onde Teixeira trabalha seria de fachada. A chapa de oposição concorreu amparada por uma liminar. Segundo testemunhas, na quinta-feira, Bolette disse novamente que recorreria à Justiça.
O processo eleitoral do Sindimoc já vinha sendo conturbado. No final de agosto, Denílson Pires, Valdecir Bolette e um advogado do sindicato haviam sido presos, por suspeita de desvio de verbas do Sindimoc. Os três foram liberados dias depois e alegam inocência. No último final de semana, Anderson Teixeira denunciou à polícia que foi vítima de uma tentativa de assassinato, quando chegava em casa, no bairro Sítio Cercado. O Gaeco investiga o caso.
No ano passado, Almir Teixeira, pai de Anderson, foi morto a tiros. Segundo relatos, Almir havia descoberto irregularidades no Sindimoc. O crime ainda não foi esclarecido.
A eleição de quinta-feira foi acompanhada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pelas polícias Federal e Militar. ''Apesar de todo o processo conturbado, correu tudo na mais perfeita ordem, até pela presença das entidades que acompanharam a eleição. Foi um processo transparente e limpo, e a voz dos trabalhadores finalmente foi ouvida'', disse ontem Teixeira, em entrevista à FOLHA.
Procurada pela reportagem, a atual direção do Sindimoc informou que não iria se pronunciar ontem.


