Oposição se opõe à CPI
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quarta-feira, 24 de março de 1999
Por Ariosto Teixeira e Neri Vitor Eich 
Brasília, 25 (AE) - Vários parlamentares, principalmente da oposição, fizeram apartes apoiando o pronunciamento em que o senador Roberto Freire (PPS-PE) se opôs à proposta do presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), de criação de uma CPI sobre o Poder Judiciário. O senador Roberto Saturnino (PSB-RJ), em aparte, afirmou não acreditar que a idéia da CPI seja unicamente de Magalhães e afirmou que a proposta deve ter surgido de um entendimento entre pessoas representativas. "Eu me recuso a acreditar que o presidente Fernando Henrique Cardoso não tenha sido comunicado antes, ele não deixaria de tomar conhecimento de uma proposta tão importante de um aliado dele como o senador Antonio Carlos Magalhães", disse Saturnino Braga.
A mesma afirmação foi feita, em outro aparte, pela senadora Emília Fernandes (PDT-RS). O pronunciamento de Roberto Freire teve ainda os apoios, entre outros, dos senadores José Eduardo Dutra (PT-SE) e Pedro Simon (PMDB-RS) e da senadora Heloísa Helena (PT-AL).
Freire, aproveitando temas dos apartes feitos por outros senadores ao seu pronunciamento contra a instalação de uma CPI sobre o Poder Judiciário, chamou a atenção para um fator que considera capaz de abalar a credibilidade do Brasil no Exterior neste momento em que o País procura se recuperar da crise. Freire disse que, assim como o governo brasileiro considera fundamental evitar que a credibilidade externa do País seja abalada por fatores negativos como o atraso na aprovação do restabelecimento da cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), da mesma se um Poder - o Legislativo - passar a investigar outro - o Judiciário -, essa credibilidade também seria abalada. Isso, de acordo com Freire, aconteceria pelo simples fato de se estar investigando justamente o Poder responsável pela garantia da execução dos contratos.


