Oposição quer nova CPI para investigar denúncias de Nicéa11/Mar, 13:36 Por Marcus Lopes São Paulo, 11 (AE) - As bancadas de oposição na Câmara Municipal devem encaminhar, na próxima semana, pedido para a abertura de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as denúncias feitas pela primeira-dama do município, Nicéa Pitta. Os líderes das bancadas de oposição reuniram-se hoje na Câmara, mas, até o início da tarde, ainda não havia uma posição definida entre todos os partidos. Apenas o Partido dos Trabalhadores chegou a um consenso das medidas a serem tomadas diante das denúncias. Além da abertura de um nova CPI, o partido defende o impeachment do prefeito Celso Pitta (PTN), o afastamento do vereador Armando Mellão (PMDB) da presidência da Casa e uma audiência com o procurador-geral de Justiça, na próxima segunda-feira. "As revelações da primeira-dama são consistentes e vão ao encontro das denúncias que estamos fazendo na Câmara faz tempo", disse o líder do PT, José Eduardo Martins Cardozo (PT). Ele citou como exemplo possíveis irregularidades na compra de remédios para a Prefeitura. Segundo Cardozo, será discutido o eventual afastamento de todos os vereadores acusados. "Como são muitos, temos de analisar se é possível convocar os suplentes", disse. O clima foi tenso na Câmara durante toda a manhã. A vereadora Myryam Athiê (PMDB), discutiu com Dalton Silvano (PSDB) após ouvir no rádio uma entrevista em que o vereador tucano afirmou que não acharia conveniente vereadores da bancada governista participarem de uma nova CPI. "A oposição tem de medir as palavras", disse Myryam, que chegou irritada ao Palácio Anchieta. "Eu não faço parte dessa máfia e quero saber se a primeira-dama disse tudo aquilo na posição de vítima ou cúmplice", completou. O vereador Salim Curiati Júnior (PPB) também chegou nervoso à Câmara. Ele rebateu as acusações de que também teria recebido dinheiro de suborno, mesmo votando com a oposição. "Tenho orgulho de ter me rebelado contra um sistema podre e corrupto", disse Curiati. "É preciso entender que todo esse esquema envolve mais do que corrupção de fiscais", completou o pepebista.