Oposição obtém 171 nomes para apresentar pedido de CPI
Oposição obtém 171 nomes para apresentar pedido de CPI16/Mar, 19:20 Por Carmen Kozak Brasília, 16 (AE) - Os partidos de oposição conseguiram hoje as 171 assinaturas necessárias para a apresentação do pedido de criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados com o objetivo de apurar as denúncias da primeira-dama do município de São Paulo, Nicéa Pitta, ex-mulher do prefeito Celso Pitta (PTN). Temendo uma articulação dos partidos governistas para retirar as assinaturas, a oposição decidiu por uma nova estratégia: adiar a apresentação do projeto de resolução até que uma margem segura de votos seja alcançada. "Já temos as assinaturas suficientes, mas a apresentação do pedido acontecerá somente no momento oportuno", limitou-se a afirmar o líder do PT na Câmara, Aloízio Mercadante (SP). As tentativas mais recentes da oposição para a criação de CPIs foram frustradas por bem-sucedidas manobras dos partidos governistas, que conseguiram a retirada de assinaturas. Apóiam a criação da CPI para apurar as denúncias de Nicéa o PT, PDT, PC do B, PSB, PV, PPS e PL. O líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira (PE), não acredita no sucesso da oposição. "Se tiverem as assinaturas, derrubamos o pedido no plenário; tem é de ter uma CPI municipal, não federal", defende Oliveira. Nessa tarefa estão empenhadas ainda os líderes do PSDB e do PMDB. Mesmo que a oposição seja bem-sucedida na obtenção de assinaturas, a CPI só será instalada se o pedido for aprovado pela maioria dos deputados. É que, também por uma questão de estratégia, e para fugir da enorme fila de pedidos de CPI que existe na Câmara, os partidos que defendem a investigação das denúncias de Nicéa decidiram trabalhar a criação por meio de um projeto de resolução. Por se tratar de um projeto, é necessária votação no plenário. "Quem não quiser a investigação terá de deixar registrado no painel de votação que não quer que seja apurado o roubo de dinheiro público", diz o líder do PDT, Miro Teixeira (RJ). O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), disse aos partidos de oposição que, assim que for apresentado o projeto de resolução que prevê a CPI, ele será posto em votação. "A decisão é do plenário", afirmou. Para ganhar tempo, os partidos estão buscando assinaturas de apoio para o pedido de urgência, que dá preferência na votação do projeto e dispensa a necessidade de apreciação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Para a urgência, são necessárias 257 assinaturas. "É difícil, mas não é impossível", avalia Miro Teixeira.





