Oposição crítica indenização proposta por FHC
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sexta-feira, 06 de março de 1998
Agência Folha 
O anúncio do pagamento de indenizações aos ex-moradores do edifício Palace 2, que desabou dia 22 no Rio de Janeiro, provocou reações na Câmara dos Deputados. O líder do PT, Marcelo Déda (SE), defendeu um tratamento universal por parte do governo, que atinja todas as vítimas de tragédias semelhantes. Infelizmente essa não foi a única tragédia na construção civil e se espera um tratamento idêntico para todos. Estamos solidários e achamos que o governo deve oferecer solução para todos os que enfrentam esse problema, disse Déda.
O deputado Paulo Paim (PT-RS) afirmou, da tribuna da Câmara, que o deputado Sérgio Naya (sem partido-MG) é quem deve indenizar os moradores. Naya é o dono da Sersan, construtora do edifício que desabou. Entendo que o deputado tem condições de indenizar as famílias de imediato. Não estou entendendo por que o governo se adiantou, disse Paim.
O governo federal ainda não encontrou uma fórmula para indenizar os moradores do edifício Palace 2. A medida foi anunciada anteontem, depois de encontro do presidente Fernando Henrique Cardoso com os presidentes da Câmara e do Senado e líderes governistas nas duas Casas.
FHC disse ontem que o governo está buscando uma solução para indenizar os moradores e depois ser ressarcido pelo deputado Sérgio Naya. Questionado se a indenização vai significar uma nova dívida de Naya com o governo, o presidente respondeu: Não, não sei de detalhes.
Segundo FHC, o governo procura uma forma de antecipar o dinheiro às vítimas. Essa antecipação teria como lastro os bens do deputado. É claro que, para o contribuinte não pagar, quem vai pagar é o Sérgio Naya, essa é boa. Não tem outro jeito, disse o presidente.


