Cidade do México, 21 (AE-ANSA) - A oposição mexicana considerou hoje "escandalosa e ofensiva" a fortuna de sete magnatas do país, cujas fortunas quase igualaram o total de bens da população no ano passado, segundo uma revista americana.
As duas principais forças opositoras ao governo, o Partido Ação Nacional (PAN) e o da Revolução Democrática (PRD), aproveitaram a edição da lista da Forbes com os 500 homens mais ricos do mundo para pedir uma "revisão fiscal" para as grandes fortunas do país.
Para a oposição, as grandes fortunas do seleto "clube dos magnatas" foram engordadas "por favores políticos e pela corrupção".
Segundo o porta-voz do PAN, Juan Ignacio Zavala, em um país com 50 milhões de pobres, a riqueza não pode estar nas mãos de tão poucos.
De acordo com a última edição da, o líder da lista na América Latina é o mexicano Carlos, proprietário da empresa Teléfonos de México e de várias companhias no México e no exterior, com uma fortuna pessoas de US$ 8 bilhões.
"Sabe-se que Carlos Slim foi favorecido por Carlos Salinas de Gortari (ex-presidente, acusado de corrupção)", afirmou Patricia Olamendi, do PRD.
Segundo a Forbes, os sete homens mais ricos do México acumulam uma fortuna de US$ 20,4 bilhões, ou 5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, enquanto que o resto da população possui em conjunto US$ 22,6 bilhões.

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