Oposição articulará CPI mista sobre Pitta
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quinta-feira, 23 de março de 2000
Por Carmen Kozak 
Brasília, 24 (AE) - O líder do PT na Câmara, Aloízio Mercadante (SP), disse hoje que, por conta da liminar que determinou o afastamento do prefeito de São Paulo, Celso Pitta (PTN), do cargo, os partidos de oposição vão intensificar as articulações para criar uma comissão parlamentar de inquérito mista (Câmara e Senado) com o objetivo de apurar as denúncias de irregularidades na Prefeitura, feitas pela primeira-dama Nicéa Pitta, ex-mulher dele. "A liminar é muito importante para evitar que continuem saqueando os cofres de São Paulo, mas não pode servir de pretexto para não investigar o desvio de dinheiro público", afirmou Mercadante.
Na quarta-feira (22), a bancada governista na Câmara, orientada pelo Palácio do Planalto, impediu a aprovação do pedido de urgência para a criação de uma CPI. Por isso, os partidos de oposição tentarão uma comissão mista. Para isso, precisarão somar 27 assinaturas de apoio de Senadores às 270 obtidas na Câmara. Nessa empreitada, o PT conta com o apoio do PDT, PC do B, PPS, PSB, PV e PL.
O líder do PT na Câmara dos Deputados afirmou que o afastamento de Celso Pitta do cargo, "embora tardia", dará um pouco mais de garantias aos cofres da capital paulista. Segundo Mercadante, a prefeitura está tentando acelerar uma série de licitações e a rolagem da dívida da cidade. "O projeto Maluf-Pitta é um paciente terminal e, por isso, estão correndo com esses processos." Mercadante citou dois exemplos, a licitação para a coleta de lixo, no valor de R$ 2 bilhões, e a do transporte público. "São processos que envolvem um volume enorme de recursos e que, se não forem paralisados, poderão comprometer completamente a administração do futuro prefeito de São Paulo", advertiu.


