Buenos Aires, 07 (AE) - O ex-general golpista Lino César Oviedo pode ter seus dias contados na Argentina: sua permanência pode ir pouco além do dia 10 de dezembro, quando o novo presidente tomará posse.
Se as pesquisas de opinião pública estiverem corretas e a atual tendência for mantida, o vencedor será Fernando de la Rúa, o candidato da coalizão de oposição Aliança UCR-Frepaso.
De la Rúa declarou que "Oviedo precisa procurar outro país", e que a extradição deve ser decidida pela Justiça. Ele afirmou que o governo do presidente Carlos Menem está "assumindo uma atitude de proteção com Oviedo". De la Rúa definiu como "grave" a crise surgida no Mercosul por causa de Oviedo.
Oviedo está asilado desde março deste ano. Há poucos dias, o governo argentino recusou um pedido de extradição. No entanto, o governo paraguaio anunciou que realizará um novo pedido.
O chanceler argentino, Guido Di Tella sustenta que é melhor para a democracia paraguaia que Oviedo estaje longe desse país.
Respondendo à pergunta sobre a comentada amizade entre Menem e Oviedo, Di Tella disse que "eles têm uma relação de conhecimento pessoal, mas a amizade não influiu em absoluto na decisão" de conceder-lhe asilo e de ter recusado a extradição pedida pelo Paraguai.

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