Oposição admite que não conseguirá aprovar CPI16/Mar, 16:39 Por Denise Carvalho São Paulo, 16 (AE) - Os vereadores da oposição ao prefeito de São Paulo, Celso Pitta (PTN), admitem que, pela segunda vez consecutiva, não conseguirão aprovar no plenário da Câmara Municipal a instalação da comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar as denúncias de corrupção na Prefeitura, feitas pela primeira-dama Nicéa Pitta, ex-mulher do prefeito. Dos 28 votos necessários para instalar a CPI, a oposição conta com apenas 23, do total de 55 vereadores. Segundo a vereadora Aldaiza Spozati (PT), não havendo a possibilidade de a CPI ser aprovada, isso só vai desgastar ainda mais a imagem dos vereadores aliados a Pitta. Ela acredita que a votação unânime dos desembargadores do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo, anunciada hoje, que cassa os direitos políticos de Pitta e o afasta da Prefeitura só reforça a discussão das acusações de corrupção nos três poderes. "Na última CPI, da Mafia dos Fiscais, só conseguimos aprovar na nona sessão", afirmou Spozati. A vereadora diz que a oposição vai insistir na preferência da votação. Apesar de obstruir a votação para impedir a CPI, os partidos aliados não descartam a possibilidade de votação favorável ao processo de investigação. O PMDB, por exemplo, realiza na segunda-feira (20) uma reunião para definir a posição do partido, segundo o vereador Antônio Goullart (PMDB). Para ele a decisão do TJ não influencia a posição a ser tomada pelo PMDB. O vereador Bruno Feder (PTB) informou que a base aliada do prefeito imporá dificuldade para aprovar a CPI que poderá ser presidida pelo PT. Segundo ele, o PT não tem juízo moral para analisar a questão, visto que "alguns vereadores petistas estão sendo investigados pelo Ministério Público (MP)". "O PT transformou a Nicéa Pitta em neo-amiga, sendo que, até agora, eles só criticavam a ex-primeira-dama", avaliou Feder. Ele argumenta que é muito estranho que os vereadores do PT tenham, de repente, incorporado o discurso de Nicéa. O vereador ainda declarou que a decisão no TJ não deixa de ser um fato novo. Mas é, segundo ele, insuficiente para a Câmara aprovar a instalação da CPI.

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