A Folha da Amizade ouviu alguns depoimentos de pessoas que convivem regularmente com a insegurança na Ponte da Amizade. Todos revelaram descrédito no atual trabalho das forças de segurança dos dois lados da ponte, fazem sugestões e reinvindicam a presença mais ostensiva do policiamento.

Ney de Souza‘‘Isto aqui é um problema sério! Os marmanjos roubam e passam os objetos para os menores, que não podem ser responsabilizados.
Parece que eles estão mais organizados que os policiais.
Os pontos mais perigosos são as duas cabeceiras.
Nos dias movimentados eles fazem a festa e isto vira um inferno’’.
Edgar Clo, vendedor ambulante em Ciudad del Este


Ney de Souza
‘‘O que me assusta é a acomodação das pessoas. A maioria tem um medo exagerado destas gangues. Fui furtada dentro de um ônibus, todo mundo viu e ninguém falou nada’’.
Erani Romero, vendedora em Foz

Ney de Souza

‘‘Na ponte, já me roubaram uma correntinha de valor sentimental. Para não perder tempo, nem procurei a polícia. O ponto crítico é o começo da ponte lado paraguaio’’.
Jonicélia Rodrigues, dona de casa em Foz

Ney de Souza

‘‘Vejo assaltos principalmente contra idosos. Não consigo entender como estes ladrões não são identificados. A solução, talvez fosse simplificar o processo para registrar a queixa’’.
Neiva Motta, comerciária em Foz


Ney de Souza
‘‘Passo aqui todo fim de semana e me apavoro. Ando sem relógio, ponho dinheiro nas meias. É difícil ver policiais aqui’’.
Adilson de Lima, estudante em Medianeira.

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