Há uma grande quantidade de alimentos industrializados que podem trazer vários danos à saúde. Vamos iniciar pelos ''fast foods''. São usadas gorduras hidrogenadas (chamadas ''trans'') por suportarem temperaturas muito altas, que faz com que a produção dos alimentos seja rápida e os alimentos fiquem mais ''crocantes'', como as batatas fritas, pipocas, por exemplo. Tal processo também é utilizado na produção da maioria dos salgadinhos que consumimos, vendidos em saquinhos. Esses alimentos, sabe-se hoje, são piores que as gorduras animais saturadas, tão combatidas nas últimas décadas (como gordura da carne de porco, vaca, manteiga e outras), associadas a aterosclerose e suas consequências.
Alimentos que em seu preparo são submetidos a altas temperaturas sofrem alterações químicas, que hoje estão sendo estudadas, por estarem envolvidas com doenças neurológicas degenerativas.
Grande discussão provoca também o uso de embalagens de alumínio em alimentos e bebidas, pois o mesmo acaba por contaminar o alimento contido no seu interior. Citamos alguns dos exemplos mais em voga atualmente, pois os casos são muitos. Há contaminação por metais, por antibióticos (como no frango e outras aves), hormônios, etc. A rápida evolução descoberta e aplicação nos processos de industrialização de alimentos não permitem um melhor acompanhamento.

*Paulo Olzon Monteiro da Silva, Chefe da Disciplina de Clínica Médica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), especialista em Infectologia e Nefrologia também pela Unifesp e especialista em Doenças Oxidativas. Tel.: (11) 5539-5200.

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