‘‘Eu não queria que tivessem vindo para cá não. Eles prometeram que iam empregar um monte de gente daqui, mas no fim veio tudo de fora. Agora, trouxeram o Beira-Mar, acho que ele não escapa. Eu não tenho medo, mas quando a cadeia ficar lotada acho que vai ficar bem mais perigoso para a gente da cidade.’’
Cleber Souza de Oliveira, 17 anos, estudante

‘‘Para mim tanto faz, não vejo problema não. Disseram que a cadeira é segura, tomara Deus que seja. Acho que pode complicar quando trouxerem outros mais perigosos ainda, aí não sei. Para a cidade, melhorou o policiamento, mas os empregos que eles prometeram ainda não vieram. Estou esperando ser chamada para a vaga de cozinheira.’’
Luciane Alves, 20 anos, dona de casa

‘‘Acho que caiu ali, não sai mais. Ouvi dizer que a parede do presídio tem mais de meio metro de largura. Não tem como sair. Para a cidade, a cadeia acabou ajudando, hoje tem mais segurança. Antes tinha uma molecada que tentava tirar o sossego da gente, agora com as ‘polícia’ que tá aí, melhorou um pouco.’’
Sebastião Matias dos Reis, 63 anos, vigia

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