Operários são orientados sobre câncer de próstata
PUBLICAÇÃO
sábado, 24 de novembro de 2007
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Dezenas de operários da construção civil receberam ontem orientação sobre os riscos e a prevenção contra aids e câncer de próstata. A palestra com profissionais da saúde foi realizada num canteiro de obras no Vale dos Tucanos, na Zona Sul de Londrina.
Este foi o primeiro passo de uma campanha promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Londrina (Sintracom). A meta é atingir cerca de 2 mil trabalhadores do setor. A campanha de prevenção e conscientização contra as doenças é feita em parceria com órgãos como a Universidade Estadual de Londrina (EL) e o Serviço Social da Indústria (Sesi).
O presidente do sindicato, Denilson Pestana, explicou que a entidade tomou a iniciativa porque o objetivo de reduzir os acidentes de trabalho foi atingido nos últimos anos. Segundo ele, em três anos no final da década de 1980, 97 trabalhadores do ramo morreram em Londrina no exercício de suas atividades. E neste ano, por exemplo, não foi registrado nenhum acidente fatal. ''Por isso nos demos ao 'luxo' de trabalhar outras temáticas importantes como a prevenção contra a aids e o câncer de próstata'', afirmou.
A campanha se estende até 6 de dezembro, quando é comemorado o Dia Estadual de Combate ao Câncer de Próstata. Antes, em 1º de dezembro, é celebrado o Dia Mundial de Combate a Aids. As palestras serão assistidas por operários de 20 empresas. O programa prevê ainda a disponibilização dos exames de toque e PSA, usados para diagnosticar câncer de próstata, para os trabalhadores interessados, através de parceria com o Sesi e o Hospital de Clínicas da UEL.
A enfermeira Cíntia Novaes comentou que ''o preconceito só existe por falta de conhecimento.'' ''Estes temas têm de ser desmitificados e tratados como assuntos de saúde pública'', destacou. Ela declarou ainda que o público do sindicato, formado essencialmente por homens de baixa escolaridade, ainda é um pouco resistente.
O operário Alberto Felisberto Rodrigues, 60 anos, disse que o conteúdo da palestra seria bastante útil. ''Não sei bem o que é a doença. Nunca fiz esses exames porque dizem que é meio esquisito'', declarou.


