Operários iniciaram ontem a limpeza da parte inferior da Ponte da Amizade (ligação do Brasil ao Paraguai). O serviço vai recuperar toda a estrutura, como pilares, vigas, arco, passarelas e muros. A meta é limpar uma superfície de 30 mil metros quadrados de concreto com um jato que capta água do Rio Paraná através de uma bomba hidráulica.

O trabalho realizado é de alto risco. Os funcionários da empresa gaúcha Engenharia Pesquisas Tecnológicas estão em andaimes de quase 200 metros quadrados, que foram presos em barras de ferro e cabos de aços fixados nas passarelas. Os homens trabalham sob a ponte, por onde passam em média 19,2 mil veículos e 15 mil pedestres diariamente. Eles estão a uma distância de 70 metros do Rio Paraná.

Enquanto as obras continuam, o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) aguarda um comunicado do governo paraguaio para adiar oficialmente a substituição de oito juntas de dilatação sobre a ponte. A troca, que deveria ter sido iniciada ontem, foi suspensa por tempo indeterminado a pedido dos paraguaios, que temem afastamento dos sacoleiros por causa do aumento das filas. A obra, orçada em R$ 435 mil, deve ser concluída até dezembro. (Alexandre Palmar, de Foz do Iguaçu)

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