São Paulo, 03 (AE) - A paralisação na Bolsa de Valores de São Paulo contra a CPMF envolveu 600 operadores do pregão e dois mil funcionários de corretoras. Claudemir Cunha, Francisco Mesquita e Laércio dos Santos, representantes do Conselho dos Operadores da Bolsa de Valores de São Paulo, distribuíram manifesto sobre a paralisação de 30 minutos ocorrida entre às 11h e 11h30 desta manhã na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).
Veja o manifesto distribuído: "Manifesto à Nação: estamos assistindo ao volume de transações no nosso mercado de ações cair dramaticamente, atingindo níveis incompatíveis com a dimensão da economia brasileira.
Tudo isto agravado pela incidência da CPMF, que tira toda a nossa competitividade em relação aos mercados de ações mais desenvolvidos, particularmente a praça de Nova York. Nós, operadores da Bolsa de São Paulo, queremos fazer ecoar com este manifesto à Nação nosso brado de alerta às autoridades brasileiras para que corrijam o mais rápido possível a distorção trazida pela cobrança da CPMF, sobretudo nas operações dos investidores estrangeiros, que podem comprar as mesmas ações das companhias brasileiras, no Exterior, sem o ônus da CPMF. Nosso brado de alerta, formalizado hoje, sob a forma de uma paralisação momentânea, quer chamar a atenção das autoridades dos três poderes, dos meios de comunicação, dos formadores de opinião, enfim, de toda a sociedade brasileira, sobre o grave momento que estamos vivendo, pois não podemos assistir calados a essa situação dramática, quando:
- o volume financeiro na Bovespa diminuiu cada vez mais; acentua-se a transferência do mercado para Nova York; corretoras estrangeiras estão transferindo suas mesas para fora do País; a queda de volume afeta o valor das empresas listadas na Bovespa; a formação dos preços de ações de empresas brasileiras passa a ser feita fora do País; a grande maioria das empresas brasileiras está em risco; os nossos empregos estão sendo ameaçados. Se a palavra de ordem, no Brasil, é crescimento, temos que lutar para preservar e consolidar o mercado de ações sólido e forte, que deveria ser a mais barata e mais eficiente fonte de financiamento para as empresas, pois não existe país desenvolvido sem um mercado de ações também desenvolvido. Nosso brado de alerta é pelo Brasil, pelo emprego de todos os brasileiros e pelo nosso futuro."

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