Curitiba - Operadoras de planos de saúde temem que a ampliação do rol de procedimentos, prevista pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que será ofertada aos usuários individuais a partir de janeiro de 2014, gere aumento do custo operacional, que deve chegar aos consumidores.
Conforme determinação do órgão, 36 medicamentos orais usados para tratamento de diversos tipos de câncer devem entrar na cobertura obrigatória dos planos, além de uma nova técnica de radioterapia. A lista que amplia os procedimentos está em consulta pública no site da ANS (www.ans.gov.br) até 7 de julho.
A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) está entrando com uma notificação judicial junto a ANS para que o órgão responda de quanto será o reajuste repassado às empresas para elas ampliem a oferta de procedimentos. Tradicionalmente este reajuste é concedido ao final de cada ano, entretanto, como o novo rol de procedimentos deve gerar um custo maior, as operadoras pedem que a ANS antecipe o reajuste para o início de 2014.
"As empresas estão preocupadas porque os reajustes que a ANS concede tem sido aquém da necessidade para cobrir os atendimentos", declarou o presidente nacional da Abramge, Arlindo de Almeida.
Segundo ele, os custos dos medicamentos oncológicos e procedimentos é alto. "Só vamos ter a noção exata do quanto isso vai pesar nas despesas das operadoras depois de um ano. A ANS diz que fez um estudo de impacto, mas temos técnicos especialistas e queremos analisar estes dados porque o reajuste oferecido pela ANS dificilmente cobre todos custos. Prova disso é que os planos individuais estão quase que em extinção", disse.
A ANS foi procurada, mas não respondeu o pedido de entrevista até o fechamento da edição.

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