São Paulo, 12 (AE) - As operadoras de telefonia celular esperam vender 1,5 milhão de telefones neste Natal, quase o triplo da média mensal de vendas neste ano. O número de celulares em uso no Brasil está chegando a 14 milhões neste mês, o que significa crescimento de 55%, em relação a 1998. Considerando o valor médio de R$ 300,00 de um telefone móvel, as operadoras, a indústria de celular e a rede credenciada deverão faturar conjuntamente R$ 450 milhões apenas com as vendas do fim do ano.
O salto nas vendas eleva a densidade de uso de aparelhos celulares no País para 10,6 telefones para cada 100 brasileiros. Em São Paulo, onde o mercado cresce mais rapidamente, o número de telefones móveis em operação deve chegar a 4,3 milhões (densidade de 13% a 14%), quase a metade do índicede países como a Espanha e Portugal.
Apesar dos investimentos acelerados nas redes convencionais de telefonia no Brasil, o número de celulares em operação deverá ultrapassar o de telefones fixos dentro de alguns anos. Segundo a Pyramid Research, empresa de consultoria em telecomunicações, em 2004 serão 31,7 milhões linhas de telefonia celular, incluídos os 2,35 milhões novos aparelhos de PCS (Personal Communications Systems), que deverão entrar em operação nos próximos anos.
Segundo o presidente do Conselho de Administração da Ericsson, Carlos de Paiva Lopes, a trajetória do setor está condicionada a fatores de conjuntura econômica, que podem limitar a demanda para os serviços ou elevar os preços. O diretor-executivo da BCP, Arnaldo Tibiriçá, acredita que a procura por telefones celulares poderá dobrar no ano 2000, o que deverá significar a venda de 10 milhões a 12 milhões de aparelhos.
"É difícil trabalhar com previsões seguras no Brasil, já que a história do celular no País é muito recente, mas os resultados das promoções que temos feito nos levam a crer que as vendas devem continuar crescendo nos próximos anos", afirma Tibiriçá. Presente de Natal - O crescimento dos serviços celulares foi impulsionado pelas sucessivas campanhas promovidas pelas operadoras, que incluem redução de preço dos aparelhos e das tarifas para motivar o consumidor. A redução dos preços ocorre pelo subsídio dado aos equipamentos, pelas operadoras que querem ganhar espaço no mercado ou pela transferência ao cliente dos benefícios alcançados nas negociações com os fabricantes.
Neste ano, as empresas utilizarão todos os artifícios para transformar o telefone celular em presente de Natal. As empresas esperam obter resultados ainda mais expressivos do que os que já foram alcançados em outras datas importantes para o mercado como Dia das mães, dia dos Pais e dos Namorados. A tática, mais uma vez, consiste em alongar o prazo de pagamento e ampliar os créditos, que serão convertidos em chamadas, como planeja a Telesp Celular para o seu sistema pré-pago. A operadora espera alcançar a meta de 2,8 milhões de assinantes até o fim do ano, o que signinfica 65% do mercado no Estado.

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