Operadora da Banda B no Rio vai faturar R$ 400 milhões em 99
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quarta-feira, 08 de dezembro de 1999
Por Maria Fernanda Delmas 
Rio, 08 (AE) - A ATL, operadora da banda B celular no Rio e Espírito Santo, deve faturar entre R$ 360 milhões e R$ 400 milhões este ano, informou o presidente da empresa, Carlos Henrique Moreira. Segundo o executivo, a ATL começou a gerar caixa em agosto e deve terminar 1999 com 900 mil assinantes - 100 mil a mais do que tem hoje - e chegar a 1,5 milhão em 2000. O maior acionista, o grupo mineiro Algar, também se prepara para reforçar o caixa com a venda de uma fatia da empresa.
O Algar espera apenas o aval da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para vender 40% de suas ações preferenciais na ATL à operadora norte-americana South Western Bell Company (SBC), que tem 13 milhões de clientes. Não haverá mudança no controle. O Algar continuará com 51% das ações ordinárias, a South Corean, com 30% e a Williams Communications, 19%.
Em breve, informou Moreira, a ATL deve receber um empréstimo de cerca de R$ 400 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - um empréstimo-ponte
de R$ 100 milhões, já foi liberado no início do ano. O dinheiro do banco será usado para abater parte da dívida da empresa junto à fornecedora Ericsson.
O projeto total financiado pela Ericsson é de US$ 350 milhões. "A previsão era concretizar o projeto em cinco anos, mas faremos em dois anos e meio", disse o presidente da ATL. O investimento total da operadora é de R$ 330 milhões este ano e R$ 215 milhões em 2000. "Uma empresa bem gerenciada no mundo capitalista tem 30% dos investimentos de capital próprio e 70% financiados", diz Moreira.
A ATL ainda tem de pagar, pela concessão, duas parcelas de R$ 300 milhões cada, uma em abril do ano que vem e outra em 2001. Para pagar a parcela de março passado, a empresa fez uma captação de R$ 300 milhões. Alguns bancos já lideram captações para as próximas parcelas.
Durante um almoço hoje Moreira disse que a telefonia celular caminha para estar integrada à Internet. Nos próximos seis meses, a ATL, que já tem aparelhos receptores de mensagem, deve lançar celulares capazes de emitir textos curtos. Os celulares pré-pagos também podem ganhar mais mercado, e passar de 70% dos aparelhos da ATL para 75% no ano que vem.


