As regiões de fronteira do Paraná e do Mato Grosso do Sul tiveram reforço nas ações de fiscalização para combater o contrabando, o tráfico de drogas e outras atividades criminosas. Desde o início do mês, a Receita Federal, em parceria com as forças policiais locais, tem realizado blitze nas rodovias, além de patrulhamentos terrestres e aquáticos simultâneos nos dois Estados.
No Paraná, as ações foram intensificadas há nove dias, quando teve início a Operação Muralha. Neste período, seis pessoas foram presas em flagrante. As equipes fizeram ainda a apreensão de 1,7 mil quilos de maconha; uma arma e 49 munições; 1,6 mil comprimidos de anabolizantes e aproximadamente R$ 300 mil em mercadorias apreendidas. Quinze veículos, incluídos caminhões, ônibus e veículos de passeio, foram retidos por irregularidades.
De acordo com a auditora fiscal da Receita Federal, Giovana Longo, este é o quarto ano consecutivo que o Paraná desenvolve operações para frear a entrada de produtos ilegais. No ano passado, com o nome de Operação Escudo, as ações se estenderam por quatro meses, de abril a agosto. "Os resultados dessas operações sempre são significativos, mas este ano tivemos êxito acima da média na primeira semana", destacou.
O efetivo da operação inclui servidores da Receita Federal, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Exército, Marinha, Polícia Militar e Polícia Civil. Nas ações, concentradas principalmente em Foz do Iguaçu, Santa Helena e Guaíra, os agentes utilizam de cães farejadores e escâneres de bagagens e de veículos, capazes de descobrir produtos escondidos em fundos falsos ou dentro de peças dos carros.
Um dos pontos estratégicos para a PRF é a praça de pedágio em São Miguel do Iguaçu (Oeste). Na manhã da última segunda-feira, os policiais encontraram 201 quilos de maconha em um Citroën C4. "Além da perspicácia dos policiais e o faro apurado dos cães, treinados para o serviço, a tecnologia também é uma grande aliada. Temos escâneres móveis, para pequenos objetos, e os grandes fixos nas bases, que vistoria inclusive ônibus e caminhões", explica.
Para evitar a migração de rota dos traficantes e contrabandistas, a Receita Federal deflagrou no dia 4 a Operação Muro Alto, nas fronteiras do Mato Grosso do Sul. Nos mesmos moldes da versão paranaense, a Muro Alto terá 60 dias de duração. Somente nos primeiros dias, mais de R$ 185 mil em mercadorias e veículos foram apreendidos.
Por meio de nota, a Receita Federal informou que as operações simultâneas visam o enfrentamento da entrada de produtos e mercadorias irregulares em território nacional. "Dessa forma, previne-se uma possível migração de fluxo de uma região para outra na tentativa de evitar a fiscalização da Receita Federal."

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