Operações policiais matam 10 traficantes
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sexta-feira, 09 de maio de 2003
Agência Estado 
Rio - Dez traficantes morreram ontem em confrontos com a polícia, oito deles durante operação montada à tarde no Morro da Mineira, na zona norte do Rio, para prender os supostos autores do ataque à Universidade Estácio de Sá, no qual a estudante Luciana Gonçalves de Novaes foi baleada. A PM também sofreu baixas: três policiais foram assassinados em diferentes pontos da Região Metropolitana entre a noite de quinta-feira e a madrugada de ontem.
O delegado Allan Turnowski, que esteve à frente da operação na Mineira, disse que alguns dos traficantes mortos tiveram ligação com o atentado à universidade, ocorrido na manhã de segunda-feira. As identidades deles não foram divulgadas Turnowski informou apenas que dois deles são conhecidos pelos apelidos de ''Dorsa'' e ''Lean''. O delegado explicou que os criminosos do Morro do Turano, de onde partiram os tiros contra a Estácio de Sá, estão refugiados em favelas dominadas pela mesma facção criminosa, o Comando Vermelho, como a Mineira, para fugir do cerco policial.
A operação durou mais de quatro horas e contou com policiais da Divisão de Repressão a Armas e Explosivos e da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas, que tiveram ajuda de um helicóptero. Ninguém foi preso. Foram apreendidos dois fuzis, duas pistolas, quatro revólveres, maconha e cocaína.
Os outros dois traficantes mortos foram baleados de madrugada, em troca tiros em Barros Filho, na zona norte. Com eles foram apreendidos um revólver e uma pistola.
De manhã, a PM ocupou com 160 homens o complexo da Maré, na zona norte, que reúne 17 favelas. O objetivo era evitar tiroteios nas linhas Amarela e Vermelha, vias expressas onde os conflitos são constantes, e também garantir a segurança da população que vive nas comunidades. Ninguém foi preso nem houve conflito com criminosos.


