Rio, 08 (AE) - As brigas de gangues rivais, que provocaram tumulto e até tiros nas praias cariocas durante o feriado, levaram a Secretaria de Segurança do Rio a antecipar a Operação Verão. Ela começa no próximo fim de semana A operação estava prevista apenas para dezembro. A polícia teme novas confusões, provocadas por gangues rivais de funkeiros e lutadores de artes marciais nas praias de Ipanema, Arpoador e Copacabana, ambas na zona sul, e na Barra da Tijuca, na zona oeste. O tumulto deixou um rastro de destruição nas ruas dos bairros da zona sul. Pelo menos 60 pessoas foram detidas e dez ônibus depredados.
Amanhã (09)o secretário de Segurança Pública do Estado, coronel Josias Quintal, reúne-se com a cúpula das Polícias Militar e Civil para discutir a operação. "Vamos aumentar a segurança, deslocando policiais de outras áreas da cidade e do Estado para as praias", disse Quintal. Ele também prometeu que aumentará o número de carros de polícia na orla nos fins de semana. "Queremos um verão tranquilo", disse.
Na reunião, Quintal analisará os relatórios das Polícias Militar e Civil sobre a confusão ocorrida no domingo. Segundo ele, o tumulto teria sido provocada por pessoas, a maioria jovens, que saem de casa com "espírito de baderna". "Ninguém deve ir à praia para provocar brigas, porque isso obriga a polícia a tomar providências, como punir e prender", disse Quintal. Ele se referia aos 60 jovens detidos na Praia de Copacabana sob suspeita de envolvimento no quebra-quebra e depredações de ônibus.
Hoje o clima nas ruas de Ipanema, Arpoador e Copacabana era de medo e insegurança. "Imagine o que vai acontecer no verão?", questionava a comerciante Renata Carizzo. Os moradores da Rua Francisco Sá, em Copacabana, percorriam assustados a calçada coberta por estilhaços de vidros de três ônibus depredados. Os donos de bares e restaurantes da rua foram obrigados a fechar as portas para evitar invasões de gangues depois de um disparo da polícia para contê-las.
De acordo com a PM, o conflito nas praias da zona sul teria ocorrido entre jovens de classe média e passageiros de mêtro e ônibus vindos de bairros da zona norte do Rio. Entre os envolvidos no quebra-quebra estariam funkeiros e lutadores de artes marciais. Já na Barra da Tijuca o tumulto teria começado quando dois rapazes estavam sendo afogados por jovens de um grupo rival. Eles foram salvos por salva-vidas.

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