Curitiba - Após registrar a maior quantidade de mortes nas rodovias federais durante o feriado de Corpus Christi (18 vítimas) do País; e também influenciada pela grave ocorrência entre um caminhão e uma van que deixou 15 mortos na última segunda-feira na BR-277, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Paraná inicia hoje a Operação Ultrapassagem Segura.
A ação, que terá duração de um mês, visa combater as ultrapassagens proibidas, uma das principais causas de acidentes com mortes e feridos graves. Conforme os dados da PRF, no último feriado, dos 14 acidentes com mortes nas BRs que cortam o Estado, seis foram colisões frontais, que normalmente são causadas pelas ultrapassagens proibidas ou mal calculadas.
''Este tipo de ocorrência é de grande gravidade mesmo que os veículos estejam dentro da velocidade permitida na via, pois em sentido contrário, as forças dos carros são somadas no momento da colisão'', explicou o chefe da Seção de Policiamento e Fiscalização da PRF no Paraná, Ricardo Schneider.
Também segundo a PRF, de janeiro a abril deste ano, das 287 mortes em acidentes de trânsito nas rodovias federais, cerca de 37% foram colisões frontais. ''Estas ocorrências não acontecem por problemas estruturais das rodovias, mas em trechos com boas condições, onde o motorista consegue atingir maior velocidade. A maioria dos acidentes graves é causada por imprudência, ou seja, atitudes inadequadas dos motoristas. A operação da PRF quer justamente coibir essas atitudes'', destacou.
Durante todo o mês o combate às ultrapassagens proibidas será prioridade na fiscalização de trânsito realizada pela PRF no Paraná. A ação, no entanto, será feita de forma contínua, durante todo o ano. Após o período, os resultados serão analisados e a operação poderá ser aprimorada e realizada novamente. Entretanto, destaca o inspetor da PRF, as demais infrações também serão observadas no período, como excesso de velocidade, embriaguez ao volante, entre outras.
''Mesmo que a ultrapassagem esteja sendo feita em local permitido, o condutor deve ter a certeza que está fazendo a manobra sem colocar em risco a sua vida e dos demais usuários das rodovias'', completou Schneider.

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