Curitiba- Foi preso, na manhã de ontem, o superintendente do 13º Distrito do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), W.B., suspeito de participar de um esquema de fraude na concessão de alvarás para extração e comercialização de pedras preciosas. Ele foi preso por volta das seis horas da manhã, em sua casa, no bairro Jardim Social, em Curitiba, e levado para a sede da Superintendência da PF.
A Polícia Federal (PF), que cumpriu o mandado de prisão preventiva concedido pela 1 Vara Federal Criminal de Ponta Grossa a pedido do Ministério Público Federal (MPF), batizou a operação de ''Tibagi'', já que a suposta exploração ilegal ocorria no leito desse rio. As investigações teriam apontado indícios de corrupção passiva, formação de quadrilha, crimes contra o meio ambiente, usurpação de bens públicos, advocacia administrativa, além de atos de improbidade administrativa.
Segundo a assessoria de imprensa da PF, foram cumpridos durante a manhã e tarde de ontem, 11 mandados de busca e apreensão seis deles em Telêmaco Borba (128 km ao norte de Ponta Grossa), onde estariam as mineradoras, e cinco em Curitiba. Documentos em papel e eletrônicos serão analisados no curso das investigações, o que poderá resultar no indiciamento de outros envolvidos. A PF quer saber, ainda, quem estaria sendo beneficiado e há quanto tempo o esquema estaria sendo realizado.
O MPF informou, por meio da assessoria de imprensa, que as investigações em torno da suspeita de extração ilegal de diamantes, no leito do Rio Tibagi, começaram em meados de 2005. O superintendente do DNPM, supostamente, beneficiando-se do cargo público, autorizava a exploração clandestina e ''esquentava'' cargas de pedras que viriam de outras regiões com a emissão fraudulenta dos chamados certificados Kimberley certificação oficial necessária para comercialização internacional de pedras preciosas.

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