Marcos Zanatta
De Maringá
Nos últimos dois anos, o Serviço de Obras e Pavimentação (Saop) de Maringá usou mais de 20 mil toneladas de massa asfáltica em operações tapa-buracos nas ruas da cidade. Nos últimos 30 dias, mais de 100 ruas e avenidas receberam o serviço. Mesmo assim, o Saop não consegue recuperar toda a pavimentação da cidade.
Algumas avenidas de muito movimento precisam ser recuperadas várias vezes por ano e ainda assim continuam com buracos a cada período de chuvas. Os buracos e falhas do asfalto, segundo o presidente do Saop, Ivo Barros, são ocasionados pelo tempo do pavimento. Algumas ruas foram asfaltadas há mais de 15 ou até 20 anos.
Nos locais onde o tapa-buracos não resolve, o Saop está fazendo a ‘‘reperfilagem’’ do asfalto, que é mais barato e não tem custos para o contribuinte. A reperfilagem regulariza as depressões no piso, distribuindo a massa asfáltica em todo o trecho trabalhado. Pelo menos 80 mil metros de vias devem receber a reperfilagem, a um custo de R$ 387 mil. O ideal, diz Barros, seria o recape de alguns trechos mais comprometidos. O problema é que o custo no caso de recapeamento é repassado para o contribuinte.
Para evitar o aparecimento de buracos e desgaste excessivo do asfalto, o Saop mantêm equipes para realizar a limpeza de bocas de lobo e desentupir galerias pluviais. De janeiro até agora foram ‘‘trabalhados’’ mais de 15 mil bueiros, entupidos principalmente por lixo jogado por moradores.
‘‘Não podemos deixar a água empossada porque vai causar a deterioração do asfalto’’, lembra Barros. Ele revela ainda que em muitos casos o entupimento é causado por objetos como pneus, latas, pedaço de madeira e garrafas plásticas.

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