Londrina - A operação tapa-buraco está suspensa em Londrina desde ontem. A decisão da Secretaria Municipal de Obras foi tomada em virtude da falta do Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP5070), um dos componentes da massa asfáltica. O contrato com a empresa Asfaltos Nordeste Ltda., fornecedora do material, se encerrou no último dia 13.
Uma nova licitação foi aberta e a mesma empresa venceu a concorrência. ''A expectativa é que toda a documentação esteja regularizada na próxima semana e com isso possamos voltar a receber o material'', afirmou o diretor de Pavimentação da Secretaria de Obras, Cláudio Mucin. O novo contrato é válido por um ano e o valor é de, aproximadamente, R$ 4 milhões.
A massa asfáltica que é produzida na Usina de Asfalto é composta por areia, pedra e CAP. Apesar da paralisação dos reparos nas ruas e avenidas, as equipes continuam trabalhando para preparar os locais que vão receber o asfalto posteriormente, fazendo limpeza e retirando as pedras. ''Se tivéssemos o asfalto, o trabalho seria simultâneo, mas como não podemos fazer o recape estamos tentando adiantar o processo'', explicou Mucin.
Enquanto a Prefeitura não consegue resolver o problema dos buracos na cidade, quem mora em ruas danificadas busca alternativas para amenizar as dificuldades do dia a dia. A dona de casa Mariza Machado, que mora na Rua Pixinguinha, no Jardim Italiana (Zona Leste), e aproveitou uma pequena reforma no quintal de casa para remendar os buracos do asfalto em frente à casa dela. ''Como é muito difícil o tapa-buraco passar por aqui eu usei o que sobrou do concreto da obra para fechar os buracos da rua e dar uma amenizada na situação'', declarou.
O novo processo licitatório foi prejudicado pela alternância de prefeitos e secretários nos últimos meses em Londrina. De acordo com a Secretaria de Obras, o edital foi elaborado dois meses antes do término do contrato anterior. ''Esta situação já poderia ter sido resolvido antes, mas esta indefinição na Prefeitura atrapalhou'', alegou Mucin.
A suspensão da operação tapa-buraco vai atrasar o cronograma em algumas regiões da cidade. De acordo com a Secretaria de Obras, a demanda, no entanto, já foi bem maior do que a atual. O recape nas principais avenidas de Londrina fez com que a necessidade maior agora se concentrasse nos bairros.
No Jardim Italiana, a situação é precária na maioria das ruas, que apresentam muitos buracos, pedras soltas e asfalto esfarelando. ''Eu moro nesta rua há 21 anos e (os funcionários que fazem o recape) nunca passaram por aqui. Recapearam a rua de cima, mas aqui não. Agora, com essa suspensão, não dá nem para imaginar quando o nosso asfalto será refeito'', reclamou a dona de casa Gecenira Lemes, moradora da Rua Francisco Bilmaia.
O município conta hoje com três equipes, compostas por quatro servidores e um caminhão cada, que trabalham de forma simultânea. Em virtude do corte das horas extras, os servidores só estão trabalhando no período da manhã.

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