São Paulo- Em meio às investigações sobre o envolvimento de policiais com o esquema de proteção a máquinas caça-níqueis, a polícia paulista desencadeou ontem a maior operação policial da gestão José Serra (PSDB).
Quatro policiais militares foram presos na ação, que envolveu o combate a todos os tipos de crime, mas nenhum por envolvimento com caça-níqueis _na ação, 2.967 máquinas foram apreendidas.
O governo nega que a megaoperação, que recebeu o nome de ''Strike'' _referência ao jogo de boliche_ , tenha sido usada para desviar a atenção da investigação sobre o pagamento de propina a policiais.
No total, 2.532 pessoas foram detidas em todo o Estado. Mas o próprio secretário da Segurança Pública de São Paulo, Ronaldo Marzagão, admitiu que apenas 1.400 devem permanecer na cadeia. Dessas, 1.105 eram consideradas foragidas pela Justiça _por isso, foram encaminhadas diretamente à prisão.
No ano passado, em média, cerca de 250 pessoas eram presas por dia no Estado.
Dos 1.267 detidos em flagrante e dos 160 menores de 18 anos apreendidos, apenas cerca de 300 permaneceram presos pela gravidade do crime, segundo Marzagão. Os outros foram liberados, pagaram fiança ou apenas assinaram termos circunstanciados (documento no qual se compromete a comparecer na Justiça).
A ação de ontem foi a maior realizada pela polícia paulista neste ano. Na última megaoperação, no dia 23 de março, 1.675 pessoas foram detidas em São Paulo em uma ação organizada em todo o país pelo Conselho Nacional de Chefes da Polícia Civil, do qual o delegado-geral de São Paulo, Mário Jordão Toledo Leme, é presidente.
Na época, Leme afirmou que a megaoperação tinha o objetivo de ''demonstrar força'' e negou que tenha sido uma reação às ações da Polícia Federal, que em muitos casos tiveram policiais estaduais como alvo.

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