Operação sigilosa traz Beira-Mar ao Paraná
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quarta-feira, 19 de julho de 2006
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Em uma operação sigilosa, na madrugada de ontem, o Ministério da Justiça transferiu Luis Fernando da Costa o Fernandinho Beira-Mar de Brasília para a Penitenciária Federal em Catanduvas (50 km ao sul de Cascavel). Ele é o primeiro preso a ocupar o presídio de segurança máxima, inaugurado no dia 23 de junho. Beira-Mar estava desde 23 de março deste ano na Superintendência da Polícia Federal (PF), do Distrito Federal.
Segundo o Ministério da Justiça, cinco estados já solicitaram, formalmente, vagas no presídio. As informações sobre quais estados, quantos presos e quando Beira-Mar terá companhia, por segurança, não estão sendo divulgadas.
Segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça, Beira-Mar foi levado em um avião da Polícia Federal (PF) modelo Caravan descaracterizado , que pousou por volta das 2h30 da madrugada em Cascavel. Acompanhado de seis policiais e um delegado da PF, seguiu viagem de carro até Catanduvas, onde foi colocado em uma cela comum, de seis metros quadrados. Nas celas de Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), que impõe regras mais rígidas, o preso tem solário individual para não deixar o cárcere.
Fernandinho Beira-Mar preso à disposição da Justiça do Rio de Janeiro está sob custódia federal desde fevereiro de 2003, depois de sua transferência da unidade prisional Bangu I, onde teria organizado uma rebelião, em 2002, para eliminar lideranças do Terceiro Comando, facção rival do Comando Vermelho, da qual seria um dos líderes.
A penitenciária de Catanduvas tem capacidade para 208 presos, em celas individuais. A unidade abrigará criminosos considerados de alta periculosidade. As vagas serão preenchidas à medida que os estados apresentarem sua relação de presos ao Departamento Penitenciário Nacional (Depen). No entanto, os nomes terão que ser analisados e aprovados pela Justiça Federal de Curitiba, de acordo com a Lei de Execução Penal e com resolução do Conselho da Justiça Federal, órgão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O objetivo dos presídios federais a construção de outros quatro, cada um com 200 vagas, está em andamento é garantir isolamento maior dos chefes do crime organizado e aliviar a tensão no sistema carcerário estadual. O governo quer fazer rodízio de presos, para desarticular os que promovem rebeliões e lideram o crime organizado.
Até outubro, deverá ser inaugurada a segunda penitenciária federal, em Campo Grande (MS). Ao custo médio de R$ 20 milhões cada, os outros três presídios serão erguidos em Mossoró (RN), Porto Velho (RO) e no Espírito Santo.(Com Agências)


