Operação reúne 12 mil homens das Forças Armadas
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sexta-feira, 26 de novembro de 2004
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Tropas inimigas ocupam uma região desmilitarizada no Interior de Santa Catarina. A zona de conflito é o município de Três Barras. Pelo ar, 1.320 pára-quedistas do ''país amigo'' chegam a uma área neutra e ocupam os pontos importantes de passagem, preparando a região para a chegada da tropa aliada, que se desloca por terra, partindo de Curitiba. O objetivo é destituir o comando inimigo e retomar a região.
O cenário que para muitos pode parecer surreal faz parte da Operação Rio Negro um exercício combinado que reúne, ao todo, 12 mil homens do Exército, Marinha e Aeronáutica. ''As Forças Armadas têm que estar preparadas para o cumprimento dessas missões'', destacou o comandante militar do Sul, do Exército, general Renato Cesar Tibau da Costa. Ele explica que as simulações servem de treinamento e adestramento para situações de conflito. O exercício começou na última segunda-feira e termina amanhã.
É a primeira vez que as três forças realizam uma simulação conjunta, que ocorre simultaneamente nos três estados da Região Sul. Metade do efetivo que participa da Operação Rio Negro está em Curitiba onde fica o comando do Exército e da Força Aérea e Três Barras (SC). O comando da Marinha está no Rio Grande (RS). São empregadas na operação 35 aeronaves (Bandeirante, Hércules C-130, caças F-5E e helicópteros) e seis embarcações.
Para o general do comando militar do Sul, a integração das três forças, a partir da criação do Ministério da Defesa, em 1999, foi um ''salto, uma evolução''. Em todo o País, as Forças Armadas reúnem cerca de 220 mil homens.
Segundo o chefe de comunicação social da Operação Rio Negro, tenente-coronel José Nero Cândido Viana, o exercício vem sendo planejado desde março e envolve um custo aproximado de R$ 1 milhão. Este ano, as três forças já realizaram as operações Timbó, na região da Amazônia, e Jaurú, no Mato Grosso. A operação no Sul é a de maior envergadura no que diz respeito ao contingente humano e material empregados.
Os exercícios de guerra são realizados anualmente e, além do treinamento, servem ''para avaliar os procedimentos de comando e controle e de apoio logístico''. No caso das brigadas Pára-quedista, que têm sede no Rio de Janeiro (RJ), e de Operações Especiais, sediada em Goiânia (GO), as simulações são mais frequentes. Viana explicou que são essas brigadas que, numa situação de emergência, são acionadas de imediato e, por isso, são preparadas para uma ação rápida estratégica.


