Foz do Iguaçu - A Polícia Federal de Foz do Iguaçu deu início na madrugada de ontem à ''Operação Quati'' para desbaratar uma quadrilha de falsários e estelionatários envolvidos em fraudes contra a Previdência Social. Até o momento foram presos, por força de mandado de prisão expedido pelo Juiz da 1 Vara Federal Criminal, um funcionário do INSS, um advogado e uma contadora, suspeitos de participar do esquema.
Segundo a Polícia Federal, as fraudes aconteciam de várias formas. Uma das mais usadas pela quadrilha era a de recebimento indevido com registro ''pós-mortem'' de beneficiários, ou seja, após morta a pessoa era registrada e criado um benefício previdenciário para ela. A quadrilha fazia também o aliciamento de pessoas com idade avançada e pouca instrução, retendo seus documentos pessoais que eram usados para fins de aposentadoria e benefícios.
A operação conta com apoio de sete auditores do INSS, um procurador da República, além de 60 policiais federais, chegando a um total aproximado de 70 integrantes. A ação de tal quadrilha já vinha sendo acompanhada desde início do ano passado, existindo mais de uma dezena de procedimentos investigatórios em andamento.
Vários documentos e CPUs de computadores foram aprendidos e passarão por análise da perícia. O objetivo da varredura nos papéis e equipamentos apreendidos é obter subsídios para comprovar o crime.
Os três presos, cuja identidade continua em sigilo, a pedido da polícia, permanecerão na sede da PF, à disposição da Justiça Federal Criminal de Foz do Iguaçu. A operação foi batizada de quati porque o animal é característico da cidade de Foz do Iguaçu e tem um modo dissimulado e sorrateiro de subtrair bens das pessoas que dele se aproximam.

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