Operação prende suspeitos de fraudar licitações hospitalares
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sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Folhapress 
São Paulo- Cinco pessoas suspeitas de fraudar licitações para vendas de materiais e insumos médico-hospitalares no Estado de São Paulo foram presas hoje na chamada Operação Parasitas. Apenas na cidade de São Paulo, as empresas movimentaram em licitações fraudadas o equivalente a R$ 56 milhões, em quatro anos, de acordo com a Secretaria da Fazenda. O valor, no entanto, pode chegar a R$ 100 milhões, se forem levadas em conta suspeitas em outras cidades.
A operação é resultado de um ano de uma investigação conjunta feita por órgãos de inteligência da Secretaria de Segurança, da Secretaria da Fazenda e do Ministério Público Estadual.
Na ação, foram cumpridos cinco mandados de prisão e 22 de busca e apreensão. Foram apreendidos seis veículos de luxo, três barcos avaliados em R$ 6 milhões que estavam no Guarujá e um helicóptero avaliado em US$ 400 mil.
A quadrilha manipulava editais de licitação de materiais hospitalares, para que as exigências dos editais atendessem apenas a um número pequeno de empresas, de acordo com as investigações. Essas empresas faziam acordos e combinavam qual seria a vencedora de determinado pregão.
Além de superfaturar os preços, as empresas subornavam agentes públicos responsáveis pelas licitações para que empresas concorrentes fossem desclassificadas durante o processo. As vencedoras recebiam o pagamento, mas nem sempre entregavam as mercadorias ou eram entregues quantidades menores que as contratadas ou produtos diferentes.
Uma parte da quadrilha atuava no município de São Paulo e o restante, que tinha como alvo apenas os hospitais públicos, no interior. O esquema era coordenado por empresas de ''laranjas'' ou com sede no exterior. As investigações apontaram a prática de evasão de divisas, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, peculato e formação de quadrilha.


