Londrina - Trinta e oito pessoas foram presas ontem, quinze delas no Paraná, durante a Operação Loki, realizada pela Polícia Federal (PF) com o objetivo de desarticular uma quadrilha especializada no contrabando de cigarros paraguaios de Ciudad del Este.
De acordo com o delegado da PF em Florianópolis, Ildo Rosa, entre os presos estão dois policiais rodoviários estaduais que atuavam em Planalto (Sudoeste) e cinco policiais militares da Região Oeste de Santa Catarina que davam apoio aos contrabandistas e recebiam propina da organização criminosa a fim de facilitar a passagem do contrabando através das regiões Sudoeste do Paraná e Oeste de Santa Catarina.
No Paraná também foram presas três pessoas em Foz do Iguaçu, três em Curitiba, uma em Cascavel, uma em Santa Tereza do Iguaçu, uma em Santa Terezinha do Itaipu e duas em Realeza.
Além do Paraná, as organizações criminosas mantinham tentáculos em outros onze municípios em Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Os cigarros contrabandeados também eram enviados para Montevidéu, no Uruguai.
De acordo com o delegado da PF todos os presos serão encaminhados para Santa Catarina, onde corre o processo. Segundo a PF, foram 12 meses de investigação, realizada pela Delegacia da Polícia Federal em Dionísio Cerqueira (SC).
No decorrer da investigação 32 suspeitos foram presos em flagrante e 109.524 pacotes de cigarros contrabandeados, dois caminhões e 34 automóveis - sendo seis deles roubados - foram apreendidos.
Trabalharam na operação de ontem 172 policiais federais e 36 policiais da Força Nacional de Segurança Pública. A PF explicou que o nome Loki vem da mitologia nórdica e se trata do semideus da Trapaça e da Falsidade, postura atribuída aos policiais presos, que avisavam aos contrabandistas da presença da Polícia Federal e da Força Nacional em operações nas rodovias do Sudoeste paranaense e Oeste catarinense.(Com Agência Brasil)

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